Paris começa a testar sistema de aluguel de carros elétricos

Serão dois meses de experiência, a partir deste domingo. Usuários pagarão taxa diária, semanal ou anual pelo serviço.

No encalço do sucesso do sistema de empréstimo de bicicletas, a prefeitura de Paris lança no próximo domingo (2) o aluguel de carros elétricos. Inicialmente, o esquema passará por um período de testes de 2 meses. Se aprovado, o serviço começará oficialmente em dezembro.

Os veículos são chamados Bluecar e foram produzidos pela empresa Bollore e desenhados pelo tradicional estúdio italiano Pininfarina. Os compactos são movidos a bateria de lítio-metal-polímero e têm autonomia de 250 km. A recarga, em postos especiais, leva cerca de 4 horas.

Eles poderão ser alugados por 30 minutos a uma taxa que varia de 4 a 8 euros (o equivalente a R$ 9,99 a R$ 19,99 na cotação desta sexta). Para ter acesso ao sistema, o motorista precisa pagar uma taxa de adesão diária, semanal ou anual, a partir de 10 euros (R$ 20,49).

O foco do sistema é o motorista que precisa percorrer curtas distâncias. “Não vamos  competir com o sistema de locação de veículos”, diz a vice-prefeira Annick Lepetit.

“Queremos convencer as pessoas a trocar a ideia de possuir um carro pela de usar um carro”, afirma Morald Chibout, gerente da Autolib, responsável pelo sistema, à agência Reuters. Um estudo da Chronos TNS Sofres publicado no ano passado concluiu que 25% dos franceses teriam aberto mão de usar seus carros -ou reduzido esse uso- devido ao alto preço dos seguros e de gastos com estacionamento.

Veículo desenhado pelo estúdio italiano Pininfarina

Para o início serão disponibilizados 66 carros em 33 postos da capital francesa. O objetivo é chegar a 3 mil veículos e mais de mil estações até o fim do ano que vem. O custo do projeto até agora é de 235 milhões de euros (R$ 585 milhões). A Bollore espera ter lucro com o Bluecar daqui a 7 anos.

O empresário criador dos compactos diz que a bateria usada por eles é mais estável e mais segura do que as de íon-lítio mais usadas pela indústria porque têm menor risco de superaquecimento.

Fonte: Auto Esporte

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