EUA anunciam US$ 1 bilhão em incentivos para veículos elétricos

‘Não se pode esperar mais’, disse o presidente Barack Obama. Novo programa visa melhorias das tecnologias e redução de custos.

Obama anuncia nova ajuda federal para desenvolvimento de
veículos elétricos durante visita à fábrica da Daimler de Mount Holly, na Carolina do Norte (Foto: Jason Reed/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira (7) que a indústria automobilística reduza sua
dependência do petróleo com veículos mais eficientes e anunciou US$ 1 bilhão em incentivos para que empresas invistam mais  nessas tecnologias. Com isso, a ajuda do governo norte-americano para as mudanças “verdes” na mobilidade do país já soma US$ 4,7 bilhões.

A Casa Branca diz que os veículos elétricos vão ajudar o motorista a economizar US$100 em média por mês, o que será muito, conforme a tecnologia para carros elétricos fique mais barata, deixando os modelos mais acessíveis aos consumidores.

Para este fim, o montante anunciado para investimentos se encaixa no plano “EV Everywhere” (veículo elétrico em todo lugar, em tradução livre do inglês). O programa considera investimento em inovação, pesquisa e desenvolvimento para a criação de baterias mais modernas, novas tecnologias de sistema de transmissão elétrica, estruturas mais leves
para os veículos e nova tecnologia para carregamento mais rápido de modelos elétricos e híbridos plug-in.

“O investimento em energias limpas nunca foi tão promissor. Não se pode esperar mais”, declarou Obama em discurso na fábrica da Daimler, na Carolina do Norte, onde são fabricados caminhões movidos a gás natural.

Em sua opinião, “não há uma solução fácil” para o aumento dos preços da gasolina, utilizados como argumento de ataque da oposição política do Partido Republicano. Para o presidente, é necessário, além de aumentar a extração de petróleo e gás nacional, promover as energias renováveis.

O presidente afirmou ainda que os Estados Unidos devem promover energias como eólica, biocombustíveis, solar e nuclear, com o objetivo de evitar que os preços da gasolina tenham um impacto tão negativo em lhe economia do país.

Obama disse que seu governo já elevou a um nível recorde a exploração de petróleo no país. Segundo ele, o aumento dos preços da gasolina, que representam um “imposto que sai direto do salário”, deve-se a uma causa que persistirá no longo prazo: o aumento da demanda de petróleo na China, Índia e Brasil.

“Os EUA possuem 2% das reservas de petróleo mundial e consome 20% do petróleo mundial”, exclamou o líder, para quem é necessária uma política de longo prazo com energias alternativas, mais inovação e veículos mais eficientes.

Chevrolet Volt terá produção suspensa por cinco
semanas por falta de procura (Foto: Divulgação)

Obama é criticado por concessionários
Em maio de 2009, os Estados Unidos passaram a obrigar as montadoras a aumentar a eficiência no consumo de combustíveis e reduzir as emissões de poluentes dos veículos. Assim, os carros norte-americanos começaram a sofrer mudanças drásticas em tamanho, peso, motor, aerodinâmica e materiais aplicados. Até 2025, os carros novos vendidos nos Estados Unidos terão de render 54,5 milhas por galão de combustível ou 23,17 km/l , na média final de consumo de todo o portfólio de cada marca.

A meta, estabelecida pelo governo de Barack Obama, causa polêmica entre o setor, espeicalmente por parte dos concessionários de veículo, de maioria Republicana. Para a NADA, entidade que representa os distribuidores de carros no país, o tiro pode sair pela culatra. Isso porque o custo da tecnologia “verde” poderia “espantar os consumidores”,
como afirmou Bill P. Underriner, o presidente da “Fenabrave” dos EUA, durante congresso em fevereiro organizado em Las Vegas.

A Nada estimou que os distribuidores podem perder 7 milhões de consumidores, que não teriam condição de comprar um carro com novas tecnologias “eco”. A entidade diz que tentará mudar a regra junto ao Congresso norte-americano.

Como o cálculo da meta de economia de combustível para 2025 é feito utilizando a média de consumo do portfólio das marcas hoje, o consumidor poderá optar por modelos mais baratos, porém mais poluentes, e acabar “encalhando” os elétricos e os híbridos.

Por enquanto, a aceitação de veículos elétricos e híbridos é baixa nos EUA, tanto é que a oferta destes produtos no país não passa de 2% do mercado total de carros (abrangendo Chevrolet Volt, Nissan Leaf e modelos híbridos). Um exemplo do pouco sucesso é a interrupção por cinco semanas da produção Chevolet Volt, anunciada pela General Motors nesta semana devido à alta dos estoques.

Fonte: G1 – Auto Esporte

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