Bikes elétricas: alternativa de locomoção até para ir ao trabalho

Nos últimos tempos o tema “bicicleta elétrica” ganhou destaque em
diversas partes do mundo. Seja pelo fato de oferecer versatilidade na
hora de se locomover, seja pela emissão zero de CO2 na atmosfera, os
modelos mexeram até com a cabeça das montadoras que normalmente só
produziam carros.

Foi o caso da Smart, da BMW e da Audi,
que apresentaram recentemente conceitos de bikes elétricas – no caso da
bicicleta da Smart, virou modelo de série e acabou sendo comercializada
de fato. Por outro lado, existem marcas especializadas nesse segmento,
como a General Wings, a Velle (pertencente à Kasinski) e a EvoluBike, que inclusive já comercializam alguns modelos no Brasil.

iG Carros testou quatro modelos diferentes em uma pista montada dentro do Centro de Exposição Imigrantes (SP) durante o 8º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos e, confessamos, os modelos são realmente interessantes e boas alternativas para ir ao trabalho, por exemplo.

EvoluBike Nano

De bolso: EvoluBike Nano
Compacta, portátil e leve. Essas são algumas das qualidades da EvoluBike Nano. O modelo pesa apenas 14 kg, é dobrável e possui motor elétrico de 180 watts, o que a faz atingir velocidade máxima de 25 km/h.

Andar no modelo é tão simples quanto numa bike normal. Mas para fazer
o motor funcionar, primeiro você precisa dar três pedaladas. Após isso,
sente-se um “tranco”, seguido do ganho de velocidade. As rodas são de
aro 12” e seu rodar é macio e silencioso – não se ouve qualquer barulho
do motor.

No guidão há um mostrador simples que, além de possuir um botão para
ligar e desligar o motor, mostra o nível da bateria. A EvoluBike Nano
está disponível nas cores vermelha, azul, prata e preta e custa R$
3.699.

EvoluBike Classic

Para pequenas compras: EvoluBike Classic
A EvoluBike Classic não é tão compacta e portátil
quanto a Nano, mas é prática e oferece até uma cestinha e um baú fechado
para carregar alguns objetos. Além disso, ela vem equipada com itens de
sinalização noturna (farol e lanterna) e buzina. De acordo com a marca,
o custo estimado do quilômetro rodado com essa bicicleta é de apenas R$
0,01.

Para acionar o motor, é preciso dar a partida – sim, o modelo tem
ignição, como uma moto. Durante o trajeto percorrido, percebe-se que o
propulsor elétrico tem disposição, mas ao contrário da Nano, o seu
barulho é perceptível, mas nada que incomode. Pelo contrário, chega a
ser curioso o som emitido por ele.

No guidão, a Classic tem um pequeno painel que
mostra apenas informações sobre a bateria. De acordo com a EvoluBike, o
motor dessa bicicleta funciona normalmente até ela atingir os 25 km/h.
Acima dessa velocidade só pedalando. O modelo é vendido nas cores azul e
vermelha e seu preço é de R$ 3.390,42.

Ducati City King

Esportiva: Ducati City King
Vocês sabiam que, além de motos, a Ducati também
fabrica bicicletas? Sim, e elétricas. A General Wings, importadora que
está trazendo os modelos da marca italiana com exclusividade para
Brasil, expôs dois exemplares durante o Salão de Veículos Elétricos: a City Queen e a City King.
Tivemos a oportunidade de testar a última e, pela disposição do motor,
pudemos comprovar que esportividade também é levada a sério pela
fabricante quando o assunto é bike.

Em primeiro lugar, a City King utiliza um sistema diferente das E-Bikes, isso porque o motor só começa a funcionar quando o ciclista faz algum movimento no pedal – conceito chamado de Pedelec ou pedalada assistida.

O design do modelo é convencional, parece até uma bicicleta comum
mas, apesar disso, o motor, com seus 250 watts, respondeu bem, tanto que
conseguimos atingir velocidade de 20 km/h em um pequeno trecho de
aproximadamente 20 metros.

O propulsor não é silencioso, mas assim como a EvoluBike Classic, não
incomoda. O modelo possui um pequeno mostrador de LCD onde o ciclista
pode ver informações sobre a velocidade, a distância percorrida, o
status da bateria e a autonomia – que, de acordo com a General Wings,
pode chegar a 40 km no modo pedalada assistida.

A Ducati City King é a mais cara das quatro bikes avaliadas, seus
preços começam em R$ 8.609,94 e ela é comercializada apenas nas cores
branca e vermelha.

Java 21 S

Diferenciada: Java 21 S
Além de importar modelos de outras marcas, a General Wings também
fábrica suas próprias bicicletas. O mais interessante deles é o Java 21 S. A bike tem design diferenciado, quadro em alumínio e suspensão dianteira com ajuste de pressão.

Ela é uma autêntica E-Bike, porque, diferentemente dos três modelos
anteriores, ela possui um acelerador fixado no guidão. Ou seja, se você
não quiser pedalar, não precisa se preocupar, é só mover o acelerador
que ela ganha velocidade quase que instantaneamente.

O motor de assistência elétrica possui 350 watts de potência e, de
acordo com a marca, a bateria de lítio de 36 volts consegue rodar em
média 40 km com uma carga. O modelo possui dois tipos de transmissão:
uma para o modo manual e outra para o modo elétrico.

O primeiro possui 21 marchas e funciona igual ao das bicicletas
comuns, já o segundo funciona igual ao de uma moto: a primeira e a
segunda marchas são usadas para quando o modelo é colocado em movimento,
já a terceira e a quarta são para quando você já está em movimento e
quer ganhar mais velocidade.

A Java 21 S vem equipada com rodas aro 26”, freios a disco na
dianteira e na traseira e um painel de LCD que mostra informações sobre
velocidade, status da bateria, hora, ajuste de potência, entre outras.
Vendida nas cores branca, vermelha, amarela e preta, a General Wings
pede R$ 4.993,65 pelo modelo.

Fonte: iG – Carros

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