Montadoras tentam viabilizar carro elétrico no País

As montadoras devem entregar na sexta-feira, 5, ao ministro do
Desenvolvimento, Fernando Pimentel, uma proposta para tornar viável a
produção de carros elétricos e híbridos no Brasil. Antes da etapa da
produção, contudo, querem isenção do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) para modelos importados. A justificativa será a
de estabelecer a tecnologia no mercado.

O plano prevê uma cota de 500 veículos que entrariam no País neste ano
com IPI zero (hoje a taxa é de 13% a 25%), número que aumentaria
anualmente até chegar a 2,4 mil unidades em 2017. Essas cotas seriam
adicionais àquelas estabelecidas pelo programa Inovar-Auto, que livra
uma parcela das importações da alta de 30 pontos porcentuais de IPI em
vigor desde o fim de 2011.

A isenção do Imposto de Importação (II) é pedida apenas para as peças
de reposição. Carros vindos de fora do Mercosul e do México pagam 35% de
II.

Medidas de incentivo à produção, que devem ocorrer só a partir de 2017,
ainda não são especificadas no estudo, que será levado ao governo pela
diretoria da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(Anfavea).

Segundo fontes do setor automobilístico, o entendimento em relação a
uma proposta única para viabilizar os carros verdes no Brasil demorou a
sair por causa da falta de interesse de montadoras que ainda não têm
produtos dessa categoria em grande escala.

No início do ano, a Toyota, sozinha, entregou ao governo uma proposta
em que estabelecia prazo de cinco anos para iniciar a produção local de
híbridos com motor flex (elétrico e etanol). Pedia, em contrapartida,
desoneração de IPI e de II. Desde janeiro, a marca vende no País o
híbrido Prius, a R$ 120 mil. Importado do Japão, até agora foram
vendidas 170 unidades.

Também estão à venda os híbridos Ford Fusion, Lexus CT200h, Porsche Cayenne S, Mercedes-Benz S400 e o elétrico Nissan Leaf.

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Projetos – O consenso obtido entre as filiadas da Anfavea ocorre
num momento em que duas marcas já anunciaram intenção de produzir no
Brasil veículos movidos a combustíveis alternativos.

A Nissan assinou no dia 17 protocolo de intenções para estudo de
viabilidade de produção de carros elétricos no Rio de Janeiro, onde o
grupo japonês vai inaugurar uma fábrica em 2014.

O presidente mundial da aliança Renault/Nissan, o franco-brasileiro
Carlos Ghosn, esteve pessoalmente com o governador do Rio, Sérgio
Cabral, para assinar o protocolo. O executivo ressaltou que, sem
incentivos governamentais, o carro elétrico não é viável.

Dez dias depois, o grupo árabe Amsia Motors anunciou intenção de
investir US$ 450 milhões em uma unidade industrial no Sergipe para
veículos híbridos e movidos a eletricidade.

Protocolo de intenções também foi assinado pelo governador em
exercício, Jackson Barreto, e o príncipe da Arábia Saudita, Abdul Rahman
bin Faisal al Saud, principal acionista da Amsia, que opera em parceria
com empresas chinesas.

Em maio de 2010, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a reunir
em Brasília um grupo de empresários e autoridades para lançar um
programa de incentivo à produção de carros elétricos, mas o evento foi
cancelado cinco minutos antes do horário marcado para começar. Na época,
foi dito que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu mais
tempo para conhecer melhor a proposta. Desde então, o tema vem sendo
debatido, mas nenhum programa específico foi lançado.

O programa Inovar-Auto, que entrou em vigor neste ano, estabelece que
até 2017 os novos carros terão de emitir 12% menos gases poluentes do
que os modelos atuais. Quem não atender a norma perderá a isenção dos 30
pontos extras do IPI.

Como a conta será feita com base numa média de emissões de todos os
modelos de uma fabricante, carros elétricos e híbridos terão peso
importante no cálculo. O governo estuda dar peso maior a esses modelos. O
carro elétrico não emite poluentes e o híbrido – que combina motor a
combustão e elétrico – também tem emissão zero quando funciona a
eletricidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por: Cleide Silva | Agência Estado
Fonte: Portal A TARDE

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