Carro elétrico, sem uso de combustível fóssil, será novidade em Rali Dacar

Veículo da Acciona foi desenvolvido na surdina por 2 anos e possui potência de 300 cavalos

Carro Elétrico Acciona que irá participar do Rali Dacar

O Rali Dacar terá pela primeira vez a participação de um carro elétrico. A Acciona, empresa que desenvolve essa tecnologia, apresentou o veículo, cujo projeto foi desenvolvido em sigilo por dois anos. Um vídeo foi lançado, explicando a tecnologia desenvoldida no automóvel. O carro, que será pilotado pelos espanhóis Albert Bosch e Agustín Payá, não terá nenhuma emissão de poluentes e será alimentado por quatro baterias removíveis.

O chassi é de cromo molibdênio, muito mais leve do que o convencional e 25% mais forte do que o aço. O motor elétrico possui potência de 300 cavalos e 80 kg de peso. Também possui um sistema de painéis fotovoltaicos, que aproveita a energia solar.

Com o Acciona 100% EcoPowered, a fábrica quer promover o uso de energia sustentável e limpa, em contraponto aos concorrentes, que utilizarão combustíveis fósseis. A edição de 2015 da prova será realizada entre 4 e 17 de janeiro, com largada e chegada em Buenos. Aires. O rali passará por Argentina Bolívia e Chile, onde a companhia está presente com suas divisões de energia, infraestrutura e água. Em Copiapó, no início do deserto de Atacama, a empresa constrói uma das maiores usinas de dessalinização do mundo.

“É só largar que já ganhamos”, afirmou Bosch, que participou de oito edições do Rali Dacar, sendo duas competindo de moto.

É a primeira vez em 37 edições da prova que há a inscrição de um carro 100% elétrico. Com uma distância de mais de 9.000 km, o consumo médio de cada concorrente é de 2.250 litros de combustível. A organização do rali, que proíbe o reabastecimento antes dos 800 km para veículos a gasolina ou diesel, permitiu que o carro verde pudesse trocar suas baterias a cada 250 milhas.

Com esse carro elétrico, a Acciona fecha sua trilogia de veículos 100% ecológicos. Ela começou em 2011 com um trenó impulsionado apenas pela força do vento que alcançou o Polo Sul. No ano seguinte, participou da regata Vendée Globe com um veleiro que deu a volta ao mundo sem usar uma gota de combustível fóssil.

Por: Adalberto Leister Filho
Fonte: Máquina do Esporte

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