2017, o ano que o carro elétrico chegou para ficar

Não é mais uma tendência, já é realidade: Este ano, praticamente todas as fabricantes globais anunciaram grande investimentos para “eletrificar” a frota de veículos.

A chave da indústria automobilística virou. Essa é, ao menos, a impressão que fica em 2017, ano em que praticamente todas as fabricantes globais anunciaram investimento em veículos elétricos ou eletrificados para reduzir as taxas de emissão de poluentes. Por sinal, a palavra “eletrificação” veio para ficar. Ela se refere não apenas aos carros 100% elétricos, mas também aos modelos híbridos ou mesmo movidos a células de combustível.

Entre as montadoras que anunciaram planos ambiciosos para reduzir a presença de motores a combustão (movidos especialmente a gasolina e diesel) em sua gama estão Volkswagen, General Motors, BMW, Mercedes, o grupo Jaguar Land Rover, Toyota e até mesmo a Ford.

O grupo Volkswagen, por exemplo, investirá mais de 50 bilhões de euros no desenvolvimento desses novos produtos. Inclusive, a fabricante alemã tem como meta ultrapassar a Tesla na produção de carros elétricos até 2020.

Já a General Motors afirmou que terá em sua linha 20 carros totalmente elétricos e movidos a célula de combustível até 2023. Os dois primeiros modelos dessa empreitada já deverão chegar ao mercado dentro de 18 meses, desenvolvidos sobre a arquitetura do novo Chevrolet Bolt. E mais: em entrevista à Autoesporte Carlos Zarlenga, presidente da GM para o Mercosul, afimou que seu objetivo é liderar a eletrificação do carro também na região.

Já a Ford decidiu cortar custos em US$ 14 bilhões e colocar mais dinheiro em veículos elétricos nos próximos anos, enquanto a Toyota anunciou que até 2030 pretende vender anualmente 5,5 milhões de veículos eletrificados.

Mas não pense que as fabricantes de luxo também conhecidas pelos carros de alto desempenho estão ignorando a nova realidade do mercado. O grupo Jaguar Land Rover e a Volvo decretaram em apenas dois anos, isto é, entre 2019 e 2020, oferecerão apenas modelos híbridos ou puramente elétricos. Já a BMW se comprometeu a lançar 25 modelos eletrificados até 2025, incluindo carros da Rolls Royce e de sua divisão esportiva M.

Até a Maserati confirmou uma data para o lançamento de seu modelo movido a eletricidade: o esportivo Alfieri será vendido em 2020.

Virada forçada
Mas é claro que essa “virada de chave da indústria” não foi assim, digamos, espontânea. Ela acontece como uma resposta ao forte movimento da União Europeia e de vários países em prol da redução de emissões. A França, por exemplo, anunciou que deixará de vender veículos movidos a diesel ou a gasolina até 2040 como parte de um plano para atingir os objetivos do acordo internacional de Paris contra as mudanças climáticas.

O governo do Reino Unido também quer banir a venda de novos carros e vans movidos a gasolina e diesel até lá. A decisão faz parte do “plano do Reino Unido para atacar as concentrações de dióxido de nitrogênio nas rodovias”.

Até a China para combater os níveis insustentáveis de poluição determinaram que em 2019, 10% das vendas das montadoras terão de ser de modelos elétricos ou híbridos. Em 2020, o número aumenta para 12%. Com esse movimento global, as mudanças em direção a um mercado de carros eletrificados será mais rápido do que o esperado.

Por: Tereza Consiglio
Fonte: Revista Auto Esporte

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