Bicicleta elétrica vira táxi na avenida Faria Lima, a mais lenta de SP

Desde agosto, quem utiliza a ciclovia da avenida Faria Lima já deve ter se deparado com a cena: uma bicicleta elétrica, de dois lugares, levando passageiros.

Batizada de Bikxi, junção de bicicleta e táxi, a empresa é um Uber de duas rodas.

Para utilizá-la, o passageiro indica no aplicativo um ponto de partida e de chegada, num trecho da ciclovia entre a Vila Leopoldina e o shopping Morumbi, e espera o condutor. A tarifa custa a partir de R$ 3,50.

“De carro ou de transporte público eu levava cerca de meia hora nesse trajeto. De bicicleta, são dez minutos e ainda tomo um vento”, diz a bancária Ireni Dias, 31.

A ideia é do economista Danilo Lamy, 30, que levava uma hora para chegar ao trabalho, também na Faria Lima. A avenida foi apontada pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) em 2016 como a mais lenta em São Paulo, com média de 6,8 km/h no pico da tarde.

“Comprei uma bicicleta elétrica e fui amadurecendo a ideia de unir esse tipo de veículo com a carona compartilhada”. No início, eram quatro bicicletas. Hoje, a frota tem dez unidades.

A demora no trajeto entre casa e trabalho também levou o administrador Gabriel Arcon, 35, e o publicitário Kleber Piedade, 34, a criarem o E-Moving, um serviço de aluguel de bicicletas elétricas. “Comprei um modelo do tipo e resolvi meu problema. Vi uma brecha de mercado e abrimos em 2014”, diz Arcon.

No início, a dupla comprou dez bicicletas. Hoje, já tem 350 unidades alugadas e há uma fila de espera de cinco dias para que os novos clientes recebam a bike.

Os pacotes de aluguel podem ser mensais, semestrais e anuais e custam a partir de R$ 199. De acordo com Arcon, a maioria dos usuários são executivos que percorrem até cinco quilômetros entre casa e trabalho em regiões como Paulista, Itaim Bibi e Berrini. A E-Moving também vende a bicicleta, a partir de R$ 4.500.

POLÍTICA PÚBLICA

Já há outras empresas que oferecem serviços do tipo, como a Bike Sampa, de 2012, que tem mais de 700 mil cadastrados e 260 estações.

Em maio de 2017, a companhia foi comprada pela Tem Bici, que aguardou mudança na regulamentação municipal para oferecer um novo modelo. No projeto, a distância entre estações será reduzida a no máximo 500 metros. A primeira hora de uso continuará gratuita, mas haverá pacotes diários, mensal e anual.

Por: Denilson Oliveira
Foto: Keiny Andrade / Folhapress
Fonte: Folha de São Paulo

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