Green GT disputará a 24 Horas de Le Mans com carro totalmente elétrico

A próxima edição da tradicional competição automobilística 24 Horas de
Le Mans, terá, entre os veículos da categoria de protótipos, um modelo
que foge do comum quando o assunto são carros de corrida. Trata-se do
H2, automóvel desenvolvido pela Green GT movido a partir de
eletricidade, obtida por meio de células de combustível de hidrogênio
(vem daí o nome do modelo: H2 é a fórmula do gás hidrogênio).

Green GT disputará 24 Horas de Le Mans com protótipo movido a eletricidade gerada
em células de hidrogênio (Foto: Divulgação)

Não é a primeira vez que a Le Mans promove inovação em relação aos
sistemas de propulsão de carros. Em 2008, a Audi levou para a pista o
R18 E-Tron Quattro, protótipo híbrido, que saiu vitorioso da prova de 24
horas.

Competir numa corrida de altíssimo desempenho com automóveis elétricos é
um grande desafio para a engenharia. As baterias são muito pesadas e o
peso compromete a velocidade do carro, bem como seu comportamento
dinâmico em curvas. Além disso, elas descarregam muito rapidamente e
levam horas para reabastecer.

Para fugir destes problemas, a Green GT apostou em deixar de lado as
baterias e usar células de combustível. A opção reduziu o peso do carro a
um pouco mais de duas toneladas, o que somado aos dois vigorosos
motores de 200 kW (268 cavalos cada num total de 536), permite que o
veículo atinja até 300 Km/h.

O Green GT consegue atingir até 300 Km/h, graças ao motor mais leve (Foto: Divulgação)

Num mundo onde automóveis de F1 chegam a 900 cavalos, 536 HPs pode
parecer pouca potência. No entanto, motores elétricos são mais
eficientes ao transmitir energia para o solo e, por isso, o H2 tem
torque de 414 kgfm. Um carro popular, por exemplo, dificilmente supera
15 kgfm. É tanta força transmitida do motor para as rodas, que qualquer
toque mais empolgado no acelerador fatalmente faz com que o veículo rode
e perca o controle.

Em termos de performance, o H2 promete ser uma máquina sensacional e
qualquer apaixonado por competições automobilísticas ficará interessado
em ver seu desempenho na prova. Mas há, ao menos, um ponto negativo em
relação ao modelo: o hidrogênio, embora abundante, é um elemento caro de
ser obtido. Em virtude disso, o gasto com o componente para que a
máquina consiga correr por 24 horas deve chegar a, aproximadamente, R$
3500.

Fonte: Techtudo

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