Jaguar I-Pace: Primeiras impressões

Modelo é o grande concorrente do Tesla Model X, e o primeiro SUV elétrico confirmado para o Brasil. Desempenho impressiona, mas tempo de recarga é ponto negativo.

Levou quase 3 anos para que uma fabricante de luxo lançasse um concorrente para o SUV elétrico da Tesla, o Model X, apresentado em outubro de 2015.

A primeira a conseguir colocar no mercado um rival para o americano é a britânica Jaguar, com o I-Pace.

Ele já está à venda na Europa, e chega ao Brasil até o final do ano. Os preços por aqui ainda não foram definidos, mas devem ficar entre R$ 350 mil e R$ 450 mil. Guarde essas cifras, pois elas são importantes para definir a faixa de mercado do I-Pace mais adiante.

O I-Pace tem 4 versões, e elas se diferem apenas pelos equipamentos. Todas possuem 2 motores elétricos, 1 em cada eixo. Somados, entregam 400 cavalos e 71 kgfm de torque.

Dirigindo um elétrico
O G1 experimentou o I-Pace, no evento de lançamento mundAlgarve, sul de Portugal, em um percurso de aproximadamente 250 km, alternando entre rodovias largas e estradas vicinais, com serras e trechos off-road, além do Autódromo do Algarve, em Portimão.

Acha que dirigir um carro elétrico pode ser monótono? Bastam alguns minutos ao volante do I-Pace para deixar de lado esse pré-julgamento. O Jaguar acelera de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos (mesmo tempo de um Porsche Macan Turbo).

Mais impressionante do que o tempo no cronômetro, só a entrega imediata de força.

Uma outra vantagem dos carros elétricos é que não há transmissão para roubar parte da potência, que vai direto para os eixos, proporcionando uma condução bastante equilibrada.

Apesar de tanto peso, a disposição delas acaba ajudando na dirigibilidade, baixando o centro de gravidade do veículo.

A suspensão (que, opcionalmente, pode ser a ar) trabalha muito bem para absorver as irregularidades do solo.

Como todo veículo elétrico, o I-Pace não tem ronco do motor. Quer dizer, quase não tem. O sistema chamado Active Sound Design simula um som metálico (de gosto duvidoso) bastante artificial. É possível escolher entre três níveis de volume.

Nada artificial é a frenagem regenerativa do I-Pace. Assim que o motorista alivia o pé, o I-Pace se prontifica a recuperar a energia cinética, que serve para recarregar as baterias. No caso do SUV, é possível ajustar para alta ou baixa a recuperação de energia.

Uma das questões cruciais para os veículos elétricos, no geral, era a autonomia. A Jaguar parece ter resolvido esse problema no I-Pace.

Usando um carregador rápido, de 100 kW (encontrados em estacionamentos de shoppings, por exemplo), é possível ter 80% da autonomia em apenas 40 minutos. Agora, se não houver um equipamento deste tipo disponível, é bom que o motorista tenha um estoque de paciência.

No carregador oferecido como acessório pela Jaguar, de 7 kW, uma carga completa leva quase 13 horas. A situação só piora se o cliente optar por carregar na tomada caseira, de 2,3 kW. Aí, seriam necessárias 30 horas para que o I-Pace voltasse a ter autonomia completa.

A Jaguar até fala que uma noite de carga é suficiente para que o carro cumpra as tarefas cotidianas do proprietário. Porém, se o dono quiser viajar com o I-Pace, terá que se programar para deixar o carro carregando antes, em um processo mais chato do que arrumar as malas.

O mercado de SUVs elétricos é promissor, afinal alia a preferência pelos utilitários esportivos com uma solução para o futuro, os veículos movidos a eletricidade. No entanto, a oferta ainda é bastante restrita. Entre os SUVs considerados premium, só a Tesla já tem seu modelo no mercado. Mas ele não é comercializado no Brasil.

Nesse cenário, o I-Pace vai acabar concorrendo, ao menos por enquanto, com SUVs com motor a combustão.

Um de seus maiores rivais será o “irmão” F-Pace, o primeiro SUV da Jaguar, lançado em 2016. Atualmente, ele custa entre R$ 310 mil e R$ 420 mil.

Comparando os 2 modelos, vale uma reflexão. Qual o sentido de comprar um veículo a combustão, se o similar elétrico custa pouca coisa a mais? Além disso, o I-Pace tem mais espaço interno e um desenho mais atual.

[Fonte: Auto Esporte]

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