Startup de bikes elétricas foca em promover o “ciclismo inteligente”

Além disso, a General Wings busca promover a liberdade dos ciclistas e diminuir os obstáculos da vida moderna relacionados a mobilidade.

Dotadas de tecnologia embarcada, as bicicletas elétricas comercializadas pela General Wings foram criadas para livrar o ciclista urbano dos inconvenientes que as pedaladas podem trazer. Fundada em 2009, pelo paulista Ricardo Marques de Féo, a startup, que foi criada como uma espécie de solução para os projetos de “carro popular” do fundador, busca promover o ciclismo elétrico, ou o ciclismo “inteligente”, no Brasil. Além disso, de acordo com Ricardo, a GW é uma empresa engajada em promover a liberdade dos ciclistas e em diminuir os obstáculos da vida moderna. “Nitidamente, a facilidade que a tecnologia do pedal assistido proporciona, transforma. Democratiza principalmente o esforço. Podendo ir além dos nossos limites”, diz.

A Java, uma das bicicletas elétricas da General Wings, por exemplo, auxilia o ciclista a vencer uma subida mais íngreme ou até mesmo a retomar a velocidade em pouco tempo – em questão de segundos, de acordo com a empresa, a bicicleta dá ao ciclista a velocidade de 25 km/h. Além disso, o mais interessante da bike é que ela pode ser utilizada com o motor elétrico ligado ou não. “Tudo isso graças ao conjunto de aceleração livre do motor alojado fora do cubo traseiro, permanecendo com a roda traseira sempre livre. Esse sistema permite que a bicicleta funcione sem nenhuma resistência extra, exatamente da mesma forma que uma bicicleta comum”, explica a empresa em seu site.

Ao ligar, o motor da bicicleta funcionará adicionalmente as pedaladas, ou seja, impulsionando a pedalada humana. “O motor elétrico funciona como um assistente poderoso, permitindo sempre que o ciclista se aproveite da assistência elétrica sem nenhuma dificuldade, ou dependência”, explica. Quando a bateria da bike acaba, o ciclista pode carregar o conjunto de baterias, que possui um sistema de fixação no rack, em qualquer tomada mais próxima por cerca de oito horas.

Além disso, as bicicletas da General Wings possuem uma função controlador – que acelera a bicicleta, permite que o ciclista enxergue o nível de carga das baterias, economiza eletricidade e, principalmente, é programado para desligar a bike caso não haja aceleração por mais de cinco minutos, a fim de salvar energia caso o ciclista tenha esquecido de desligá-la. “Ele sempre cortará a bateria quando estiver chegando no final da carga, a fim de prolongar sua vida útil”.

No futuro, a solução que está no conjunto de benefício da bicicleta elétrica e outros modais de transporte para curtas distâncias pretende se manter como líder no desenvolvimento de produtos. “O mercado brasileiro vai crescer 50 vezes, e a General Wings, a”pioneira”, está ajudando este mercado a se formar e crescer”, diz o fundador da empresa.

Os ideais da empresa
A General Wings busca, entre outras coisas, diminuir a extração de recursos do planeta através de tecnologia e economia de matéria prima. “Nosso ideal primeiro está na racionalidade do uso da matéria prima extraída do planeta. Um carro, por exemplo, pesa mil quilos de matéria prima, e carrega 1,4 passageiro. Em contrapartida uma bicicleta elétrica pesa no máximo 25 quilos e carrega um passageiro. Logo, a mesma massa de matéria prima extraída do planeta para construir um carro poderia construir 40 bicicletas e carregar 40 pessoas, no mínimo”, diz. Além disso, segundo ele, levando em consideração a quantidade de alimentos que os seres humanos consomem e o quanto a produção desses alimentos necessários se utilizam de oxigênio, água potável, transporte, embalagens, as bikes elétricas diminuiriam o gasto de energia e a pegada de carbono.

Após mais de 100 anos de vida, o motor elétrico passa a ser parte da matriz propulsora da indústria da mobilidade. De acordo com o fundador da General Wings, essa é apenas uma mudança da matriz energética de consumo e, junto com ele, será possível transferir a boa experiência da mobilidade elétrica vivida nos automóveis pela massa consumidora em produtos mais econômicos e amigáveis. “Teríamos menos acidentes, menos espaço, menos velocidade, menos sedentarismo. O carro é uma tremenda de uma boa invenção, mas acreditamos que nem todos precisam de um sofá de 4 rodas para ir ao supermercado. Este uso do conforto inapropriado, faz mal a saúde”.

[Por: Isabella Câmara | Fonte: StartSe]

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