Compartilhamento de scooter elétrico e conectado chega à São Paulo

Sistema semelhante ao de compartilhamento de bicicletas oferece motos elétricas com autonomia de 90 km para condutores com CNH do tipo A.

Tá cansado do trânsito e quer uma alternativa mais sustentável e divertida para suas viagens diárias pela cidade? Que tal então alugar um scooter elétrico por R$ 5,90 pelos dez primeiros minutos, e por R$ 0,59 a cada minuto adicional? Curtiu a ideia? Então saiba que esse serviço já existe e tem nome, Riba Share. Ele estará disponível na cidade de São Paulo a partir do dia 17 de dezembro via app, para usuários de smartphones iPhone e Android.

O sistema é prático e fácil de usar. Exige um cadastro com três passos simples para que se tenha direito de pilotar uma das lambretinhas da frota da startup. No primeiro, o usuário insere as informações pessoais e cria login e senha. No segundo, é preciso informar o número de um cartão de crédito. E, no terceiro, deve-se inserir o número da CNH. Sim, é necessário ter habilitação do tipo A para conduzir as motocicletas elétricas.

Segundo a startup, em alguns minutos uma equipe no escritório da empresa checa as informações e libera o acesso ao interessado pelo serviço. “O primeiro passo é baixar o aplicativo que estará disponível para iOS e Android dia 17 de dezembro. Depois de ter o cadastro aprovado o usuário já pode solicitar um scooter para realizar suas viagens. Ao solicitar um scooter via app irá aparecer a placa da moto na tela e ele terá 15 minutos para iniciar a corrida.”, diz Fernando Freitas, CEO da Riba Share.

Riba Scooter Elétrico

Depois, é só clicar em “montar” para que a unidade selecionada pisque as luzes de sinalização e dê uma buzinada para o usuário ter certeza de que é a moto alugada. Ao clicar em iniciar, a operação começa. Todos os exemplares contam com um baú na traseira do veículo, que são destravados pelo aplicativo. Lá são acomodados os capacetes (com touca higiênica) tamanho 57, do tipo aberto e com viseira. Apesar do tamanho padrão, o molde é grande. Para se ter uma ideia, eu que uso tamanho 58 parecia ter vestido um de tamanho 60. Não incomodou.

Para viabilizar essa primeira fase do projeto que disponibilizará 50 scooters rodando pela cidade a partir da semana que vem, Freitas contou com três investidores âncoras que injetaram R$ 3 milhões. Ambiciosa, a estratégia é fechar o primeiro semestre de 2019 com 200 unidades nas ruas. Segundo o empresário, depois dessa segunda etapa virá um segundo aporte financeiro, ainda maior e de valores não divulgados, que deve permitir à Riba Share oferecer mil unidades das elétricas.

Em meu bate-papo com o executivo, perguntei se o vandalismo era uma preocupação. Para minha surpresa, não. Isso porque a tecnologia empregada permite monitoramento ao vivo e controle remoto da frota. “Nossa central controla tudo do escritório. Remotamente, podemos desligar o motor, acionar as luzes de direção e até esterçar o guidão. É claro, quando a moto estiver na inércia. E, além disso, os exemplos globais de compartilhamento de mobilidade urbana mostram que o índice de vandalismo diminui conforme aumenta o tamanho do veículo. As bicicletas sofrem mais vandalismo do que os carros, as motos e do que os scooters”, conta o CEO.

Por enquanto, a área de atuação se restringe a um perímetro formado pelos bairros Brooklin, Cerqueira César, Ibirapuera, Itaim Bibi, Jardim Europa, Vila Madalena e Vila Olímpia. Mas o condutor pode rodar pela cidade toda, desde que devolva a moto dentro da região pré-determinada.

Não há pontos ou bases da Riba Share, e a devolução pode ser feita em qualquer vaga destinada para moto. Só não pode estacionar em garagem fechada. Todas as explicações sobre o uso estão no aplicativo.

[Por: Alexandre Izo | Fonte: Revista Auto Esporte]

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